tag:blogger.com,1999:blog-91277872008-03-29T19:49:48.970Zaeminiumqueerpaulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comBlogger76125tag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-19247029365930771512007-09-16T15:14:00.000+01:002007-09-16T15:16:18.565+01:00etnicização de lésbicas e gays?<strong>“O perigo de conceber lésbicas e homens gays como um grupo étnico (…) é o risco de reproduzir o universalismo da identidade gay e de marginalizar gays e lésbicas de minorias étnicas. Isto também solidifica as categorias e não questiona as relações de poder que em primeira instância levaram à sua produção.”</strong><br />Jon Binnie, <em>The Globalization of Sexuality</em>, 2004, Sage, Londres, pp.69paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-60371430666420964842007-09-15T22:58:00.000+01:002007-09-16T15:17:22.272+01:00...<strong><em>“A perspectiva pós colonial não se destina apenas a permitir a auto-descrição do Sul, ou seja, a sua autodestruição enquanto Sul Imperial, mas também a permitir identificar em que medida o colonialismo está presente na relação social nas sociedades colonizadoras do norte ainda que ideologicamente ocultado pela descrição que estas fazem de si próprias” </em></strong><br />Boaventura de Sousa Santospaulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-87391820934719178972007-08-12T21:23:00.000+01:002007-08-12T21:30:53.963+01:00representatividade<strong>"A representatividade é um dos direitos efectivos das comunidades minoritárias que integram a nação portuguesa, também através dos simbolos e signos corporizados nas imagens de nação"</strong><br />in <em>Entranhos em Permanência: a negociação da identidade portuguesa na pós-colonialidade</em>, de Inocência Mata, publicado em <em>Portugal não é um pais pequeno. Contar o "império" na pós-colonialidade</em> organizado por Manuela Ribeiro Sanches, Cotovia, Liboa, 2006 pp. 285-316paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-38520005009851036782007-08-12T13:46:00.000+01:002007-08-12T13:48:09.958+01:00gays imigrantesAinda nao se como se chamará. Talvez <em>Inclusão e Exclusão de Imigrantes Gays Brasileiros em Portugal </em>. Vai ser a minha tese de mestrado...<br /><br />Algumas ideias...<br /><br /><strong>Sumário<br /><br />Esta tese de mestrado pretenderá interligar um estudo referenciado sobre as condições de inclusão e exclusão dos imigrantes homossexuais brasileiros em Portugal dando particular destaque sobre os quotidianos destes sujeitos, e em especial as suas vivências sexuais e homo-afectivas. <br />Tendo em conta a importância dos movimentos migratórios na contemporaneidade – e dando destaque as migrações de ex-territórios coloniais - este estudo será pois a investigação destas formas de continuidade da ‘relação colonial’ num grupo específico - auto-identificados homossexuais masculinos nacionais do Brasil - cruzando o racismo, a xenofobia e a colonialidade com outras formas de exclusão como seja o heterossexismo e a homofobia.<br />Partimos de uma duplicidade de área temáticas: os estudos sobre imigração e os estudos queer aglomerados num quadro teórico nascido da teoria pós-colonial, e repensaremos assim a importância da sexualidade, da raça e da nacionalidade na construção da subjectividade e do self a partir de um modelos exploratório dos quotidianos e do espaço/tempo da dicotomia inclusão/exclusão. </strong>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1158076121818456112006-09-12T16:47:00.000+01:002006-09-12T16:51:02.276+01:00mudarAs mudanças operam-se quando menos esperamos. De repente os mundos que nos acompanham mudam de lugar e de tempo.<br />O aeminiumqueer vai passar por uma mudança…<br />Será algo mais colorido? Algo mais cosmopolita! <br />Sairá de Coimbra, ainda que mantenha a sua ligação forte à minha cidade, mas viajará por outros espaços!<br />As mudanças acontecerão lá para Outubro…<br />Espero que gostem!<br /><br /><em>PS: a mudança fez com que se perdessem os comentários! </em>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1151586411263178592006-06-29T13:50:00.000+01:002006-06-29T14:12:59.500+01:00um notícia sobre este trabalho<em>Aqui vai uma notícia saida hoje no jornal diário de Coimbra, As Beiras, sobre as vivências homossexuais em Coimbra.</em><br /><br /><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/1600/2005_08_18_0092.0.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/200/2005_08_18_0092.0.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><em>Esta foto, de Eduardo Basto, é uma das fotos do meu trabalho e que ilustra também esta notícia.</em><br /><br /><br /><strong>Resistência à homofobia nasce em certos locais da cidade</strong><br /><br /><em>Patrícia Cruz Almeida</em><br /><br />Em Coimbra, existem espaços, que não sendo locais de convívio gay, são percepcionados pela comunidade homossexual como sendo de maior liberdade.<br />Locais que vão criando resistência à homofobia.<br /><br />O Parque Verde do Mondego, alguns locais da Alta e a área da Praça da<br />República são alguns espaços da cidade que são percepcionados de um modo<br />diferente pela comunidade homossexual. As conclusões resultam de um estudo<br />realizado por Paulo Jorge Vieira, no âmbito de uma tese de licenciatura em<br />Geografia.<br />"A minha proposta foi a de fazer um trabalho sobre as vivências espaciais<br />urbanas dos homossexuais na cidade de Coimbra. Basicamente, parti da ideia<br />de que não há espaços de visibilidade homossexual na cidade. Não há nenhum<br />bar gay em Coimbra, um espaço de encontro, pelo menos óbvio".<br />Durante um ano, Paulo Jorge Vieira fez observação participante em diferentes<br />locais da cidade, tendo realizado inquéritos e entrevistas a cerca de 60<br />homossexuais.<br />"Uma das conclusões é que a cidade tem vindo a mudar e já foi muito mais<br />conservadora do que é hoje". Um dos factores que tem contribuído para essa<br />mudança é o facto de haver lugares onde os homossexuais começam a criar,<br />eles próprios, resistência à homofobia que "ainda está muito marcada na<br />cidade".<br />A comunidade organiza-se por redes de amizade, "em que a possibilidade de<br />estar com os amigos e de sair com eles é um dos elementos fundamentais, o<br />que demonstra a importância das amizades e a possibilidade de encontro e de<br />convívio com outros homossexuais, sobretudo de jovens, para poderem estar à<br />vontade e falarem das suas vivências", explica o autor do estudo. "É<br />essencial que existam essas redes e, as associações - não te prives e a Rede<br />Ex Aequo - têm, aqui, um papel importante", acrescentou.<br />Ao criar essas redes de amizade, a comunidade, estando dispersa pela cidade<br />- já que não há dados que demostrem uma concentração residencial de<br />homossexuais - concentram-se em locais que são percepcionados como sendo<br />espaços de maior liberdade.<br />"Embora não sendo gays, são lugares onde a comunidade expressa melhor os<br />seus gestos de carinho", refere Paulo Jorge Vieira, notando que grande parte<br />dos inquiridos confessou ter dificuldade em ter um gesto de carinho num<br />espaço semi-público como é um bar.<br />Uma das etapas mais difíceis para uma relação homossexual é, de acordo com o<br />autor do estudo, estar um espaço onde um gesto de carinho seja possível. "E<br />esse gesto de carinho pode ser tão subliminar como duas mãos dadas por<br />debaixo de uma mesa. Ou um toque. Ou um olhar. Há todo esse percurso e todo<br />esse modo de estar que se vai construindo nesses locais, onde há liberdade,<br />onde as pessoas se sentem livres e que são espaços de menos preconceito."<br />Embora a comunidade homossexual continue a encontrar, na cidade, várias<br />barreiras à expressão dos seus afectos, há um caminho que começa a ser<br />trilhado para derrubar o preconceito. O Teatro Académico Gil Vicente é um<br />desses locais. "As pessoas normalmente encontram-se bastante no TAGV e aí há<br />um efectivo à-vontade da comunidade", lembrou o presidente da associação não<br />te prives.<br />"Se eu sair do trabalho e quiser ir beber um copo, eu sei onde vou encontrar<br />alguém conhecido. E é esta sensação de comunidade, de partilha de espaços,<br />de partilha de vivências que é possível criar", notou. Uma partilha que<br />traduz uma das formas mais importantes de resistência e de luta contra a<br />homofobia.<br />_________<br /><br />HOMOFOBIA<br /><br />"Coimbra é uma desilusão profunda"<br /><br />"Coimbra é um camisa muito apertada onde nós [homossexuais] ou nos<br />encaixamos ou sentimos uma incapacidade de integração muito grande", revela<br />Paulo Jorge Vieira. Por isso, é natural que haja ainda muitos jovens que<br />vivem em processos de solidão muito grande.<br />O activista dá o exemplo de alguns estudantes que vêm de pequenas aldeias ou<br />vilas do país, esperançados que Coimbra, o local que escolheram para<br />estudar, seja um espaço onde possam viver bem a sua homossexualidade. "Mas<br />ao final de um mês percebem, claramente, que a cidade não é assim. Alguns<br />deles dizem que Coimbra é uma desilusão profunda", relata.<br />Por isso, há muitos jovens que partem para outros locais porque a cidade<br />deixou de lhes dar espaço. Segundo Paulo Jorge Vieira há, por um lado uma<br />incapacidade institucional e, por outro lado, uma homofobia cultural e<br />social que permanece na sociedade portuguesa, mas que em Coimbra, "talvez<br />pela sua lógica tradicionalista, é muito marcada".<br />Porém, acrescenta, existem outros sentimentos discriminatórios como o<br />racismo ou outras formas de exclusão social. Paulo Jorge Vieira critica o<br />facto das principais estruturas da cidade - seja a Universidade de Coimbra,<br />a Câmara Municipal ou até a própria Associação Académica - "continuarem a<br />dedicar muito pouca - ou nenhuma - atenção a estas questões".<br /><br /><em></em><em></em>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1144677428995687672006-04-10T14:53:00.000+01:002006-04-10T14:57:09.010+01:00de mãos dadas...Há algum tempo foi publicado este texto meu no Jornal de Notícias...<br /><br /><br /> <em>Num final de tarde deste início de primavera, eu e o Danyel, - o meu namorado -, terminado que foi um dia de trabalho e de estudo, passeamos de mão-dada pela Alameda Júlio Henriques (para quem não conhece a cidade é uma belíssima artéria junto ao Jardim Botânico). Um jovem estudante cruza-se connosco e o seu olhar fica tão espantado pelo gesto de carinho que partilhamos naquele momento, que se tolda, e choca com um outro transeunte! Eu e o Danyel rimo-nos… <br /><br /> Continuamos o nosso caminho e comentamos o nosso dia. As tarefas de trabalho! As aulas! A cozinha espera-nos! O jantar está por fazer e tentamos decidir o que será a nossa refeição. Sabemos que depois desta teremos a visita de um grupo de amigos e amigas que irá passar lá em casa para beber um chá e comer umas 'bolachitas'. <br /><br /><br /> Durante esse chá acabamos por falar deste texto e da 'luta pela sobrevivência' que todos sentimos no quotidiano na cidade de Coimbra. Falamos do trabalho de investigação etnográfica em geografia social urbana que realizei no ano lectivo passado como estudante finalista da licenciatura de geografia da Universidade de Coimbra. <br /><br /> Nesse trabalho, ao longo de um ano, tentei juntamente com algumas dezenas de homossexuais da cidade, e num modelo de investigação/acção/participação, perceber como é que as vivências urbanas da cidade de Coimbra 'limitavam' as sociabilidades homossexuais em espaço público e semi-público. <br /><br /> Defendi nesse momento académico que as redes de amizade entre homossexuais são essenciais na estruturação social e espacial da 'comunidade' lésbica e gay na cidade de Coimbra. Este aspecto foi confirmado pelo modo como este grupo de pessoas, essencialmente constituído por jovens estudantes universitários, tenderia a encontrar-se em determinados espaços - bares e cafés - da cidade e a apropriar-se deles com o objectivo de construir espaços de visibilidade e de segurança perante a discriminação. <br /><br /> Sendo que Coimbra não possuiu espaços de diversão nocturna identificados como 'bares gays' esta comunidade apropria-se de outros espaços e tempos, como sejam o momento da realização de reuniões de associações gays e lésbicas, ou o espaço privado de casa como espaço de encontro, ou ainda a frequência de alguns dos espaços de diversão nocturna criando efeitos importantes na estruturação das sociabilidades homossexuais na construção de resistências perante a homofobia e a discriminação. <br /><br /> Numa das entrevistas que realizei um dos meus estudados, - jovem estudante universitário oriundo do interior norte do país - referia que a cidade de Coimbra é, pois, uma desilusão, pois sendo "uma cidade tipicamente universitária, supostamente intelectual e supostamente… informada" é no entanto uma cidade onde "existe tanta homofobia e tanta heteronormatividade instituída". Como afirmou este jovem é pois "importante que a cidade cresça a nível de mentalidade e a nível de espaço também, que realmente se desenvolvam com naturalidade as dinâmicas sócias entre homossexuais…" sendo para isso necessário a informação e o esclarecimento pois "nota-se realmente que as pessoas da cidade estão muito pouco esclarecidas". <br /><br /><br /> São já duas da manhã, e o último resistente saiu agora de casa. Eu e o Danyel observamos, na varanda de casa, a cidade. Comentamos a nossa cidade! Comentamos o olhar daquele jovem que connosco se cruzou no final de tarde! Sabemos pois a dificuldade de se amar alguém do mesmo sexo. Abraçados, na nossa varanda, pensamos no muito que há para mudar nesta nossa cidade! </em>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1142945994808042002006-03-21T12:54:00.000Z2006-03-21T12:59:54.823Zracismos!No dia 21 de Março celebra-se o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1966. Em 1960 um dissidente do Congresso Nacional Africano e fundador do Congresso Panafricano, Mangaliso Sobukwe, promoveu uma marcha de protesto contra a Lei de Passe, implementada por holandeses e ingleses em 1908 para os homens e em 1958 para as mulheres. O objetivo dessa lei era o de controlar o livre trânsito da população negra. Essa lei exigia à população negra (83 porcento dos sul-africanos) que levasse um cartão de identificação quando estivesse fora da propriedade de seu patrão. Esse passe tinha dados como lugar de residência, de trabalho e uma permissão para estar fora desses lugares.<br /><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/1600/uptown_downtown.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/320/uptown_downtown.jpg" border="0" alt="" /></a><br />Em Coimbra a ‘população não branca’ – ai! a história dos conceitos - é, como seria de esperar, marcada pela academia: estudantes oriundos de diferentes países, uns na licenciatura, mas um cada vez maior numero de estudantes de pós-graduação. <br />No mestrado em que estou a estudar - Programa de Mestrado e Doutoramento "Pós-Colonialismos e Cidadania Global" - temos discutido de um modo muito capacitante as questões da racialidade. Pessoalmente tenho vivido momento de grande capacidtação pessoal...<br />Pelos meus interesses as questões relacionadas com o quotidiano e a discursividade e as identidades múltiplas de negr@s e homossexuais são uma entusiasmante área de reflexão…paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1141227029684868292006-03-01T15:29:00.000Z2006-03-01T16:02:21.856Zrecomeçar...Depois de ter terminado o meu trabalho de licenciatura que deu origem a este blog, tinha decidido continuar por mais algum tempo a fazer trabalho etnográfico sobre as vivências homossexuais na cidade Coimbra.<br />Esta segunda fase que se vai materializar neste tempo entre Março e Julho pretende de novo reforçar um olhar, a partir da etnografia urbana e da geografia social e cultural, sobre as vivências urbanas (e espaciais) da população lésbica, gay e bissexual da cidade de Coimbra<br />Dos meus leitores continuo a pedir uma participação activa através dos comentários ou do envio de textos…paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1140026559412351992006-02-15T17:59:00.000Z2006-02-15T18:02:39.580Zetnosentimentos<strong>num dia depressivo tento perceber à medida que escrevo que sentido têm os sentimentos e a s emoções no trabalho etngráfico! relembro o que senti em alguns momento do meu 'trabalho de campo'! relembro a presença activa do meu namorado nesse trabalho e o papel que ele adquiriu na minha reflexão teórica...<br /><br />escrevo e as lágrimas caem... paro de escrever... a dor é muita </strong>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1133912385476813612005-12-06T23:37:00.000Z2005-12-06T23:44:48.153Zcontinuando<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/1600/duo2.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/320/duo2.jpg" border="0" alt="" /></a><br />tenho escrito pouco por aqui... mas o trabalho de campo etnográfico avança...<br />os meus leitores também estado calados...<br />um abraçopaulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1131474181900589942005-11-08T18:21:00.000Z2005-11-08T18:23:01.913ZVamos recolher a nossa história…Um dos objectivos do meu trabalho de investigação, e recolha, prende-se com a vontade de dar uma voz - participada e activa – às vivências homossexuais na cidade de Coimbra. <br />Neste sentido é premente a recolha dessas mesmas histórias… uma das minhas provocações para os próximos tempos é pois a recolha dessa muitas situações vividas pelos ‘homossexuais’ em Coimbra…<br /><br />Fazer a recolha dessa história não é fácil e precisa do apoio activo de todos os que me lêem por aqui… por isso continuo aberto ao vosso contacto… escrevam para o mail pjovieira@yahoo.com. <br />Preciso de histórias escritas e de pessoas que com quem posso conversar ou entrevistar…paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1131390195633438772005-11-07T19:00:00.000Z2005-11-07T19:05:03.390Zfoturbe (1)<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/1600/29.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/400/29.jpg" border="0" alt="" /></a><br />a foto é do <a href="http://www.agrafo.net">eduardo</a>... é Lisboa... <br />começo assim um novo modelo de apresentação de imagens urbanas...paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1130794858537912482005-10-31T21:34:00.000Z2005-10-31T21:49:44.300Ztriste<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/1600/thumb-zack.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/400/thumb-zack.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><strong>triste... sinto-me tão triste!<br />neste momento sinto que o meu trabalho me deixou portas abertas e que agora tenho dificuldade em perceber que caminho fazer!<br />não sei que fazer... querem me ajudar?<br />escrevam-me, preciso das vossas dicas...<br />um abraço a todos vós...</strong>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1130247683612986842005-10-25T14:39:00.000+01:002005-10-25T14:46:10.926+01:00um convite<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/1600/2005_08_18_00682.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/400/2005_08_18_00681.jpg" border="0" alt="" /></a>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1129827575268411652005-10-20T17:59:00.000+01:002005-10-20T18:08:16.793+01:00a serenataOntem fui à Serenata da Latada. Fui com o Danyel com a consciência de que seria possivelmente a ultima festa académica do início do ano em que ele participaria como estudante e de que seria muito importante estar naquele com ele momento. <br />Abraçados colocámo-nos no centro da Praça da Sé Nova, num espçao um pouco mais alto...<br />Este ano a localização da Serenata, por decisão da AAC, foi alterada com o objectivo de demonstrar mais uma vez a ‘guerra’ que tem oposto a Reitoria da Universidade de Coimbra à associação representativa dos estudantes.<br /><br />Eu o Danyel lá permanecemos... agarradinhos… abraçados… trocamos beijos… e nem piadas… nem risadas… ouvimos apenas um, ou outro comentário de surdina pelo espanto de observarem um casal gay sem problemas a fazer o que tanto ‘casais heteros’ fazem naquela noite: partilhar carinho, amor… <br />Bem pelo contrário… com os apertos de repente estava mesmo ao nosso lado um ‘casal hetero’… abraçados. <br />Ironia ou não era um casal ‘bi-racial’…paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1129825939926590202005-10-20T17:30:00.000+01:002005-10-20T17:34:50.230+01:00Latada<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/1600/611.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/320/611.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><em><strong>este cartaz tem dado que falar... que pensam vocês?</strong></em>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1129822206188278112005-10-20T16:27:00.000+01:002005-10-20T16:31:47.900+01:00um beijo<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/1600/040408mock.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/611/221/320/040408mock.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><strong><em>Às vezes apetece apenas um beijo... <br />Simplesmente...</em></strong>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1128855113553729602005-10-09T11:51:00.000+01:002005-10-09T11:51:53.566+01:00trilhos...Na ressaca destes tempos de trabalho sinto que um vazio se foi pouco a pouco apoderando de mim. Ou talvez, seja apenas um olhar triste sobre a falta de um objectivo para já. Um objectivo óbvio...<br /><br />Nos tropeços do meu quotidiano de onde menos seria esperado surge uma qualquer frase ou páginas que leva a espacializar o meu quadro vivencial.<br />Habitualmente leio bastante... gosto de ler, de olhar para a página e encantar-me com sons, com os grafos, mas acima de tudo com as ideias...<br /><br />Hoje tropecei numa dessas frases provocadoras no livro ‘o canto nómada’ de Bruce Chatwin:<br /><em>“Era verdade que os aborígenes não podiam imaginar um território como um bloco de terras delimitadas por fronteiras, mas sim como uma rede emaranhada de ‘trilhos’ ou ‘passagens’.<br />- Todas as nossas palavras para ‘região’ são as mesmas que para ‘trilho’.”</em><br />(Chatwin, 1987:73)<br /><br />E assim, talvez, também nós somos capazes de construir os nossos territórios a partir dos ‘trilhos’ dos nossos quotidianos. Assim vamos construindo aquilo que desejamos e que consideramos essencial na construção das nossas vivências...paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1128461518551745682005-10-04T22:30:00.000+01:002005-10-04T22:31:58.560+01:00gaydar e a confusãoUm amigo - o cysne - mandou-me este texto sobre uma questão interessante: os contactos virtuais na net?<br />Leiam e comentem...<br /><br /><em>Estas coisas de conhecer pessoas no gaydar, ou noutro qualquer canal virtual de ciber encontros, trazem sempre segredos. Aparecem nas características de assumpção dos profiles das pessoas as seguintes descrições: Assumido, “Sim” ou “Não”, e “Não se aplica”.<br /><br />Eu fico sempre um pouco confuso com isto. <br /><br />O “Não” é simples e linear. Ninguém sabe, ou se souberem é muito pouca gente, um ou dois amigos mais íntimos e talvez uma pessoa da família, se tanto. Podemos contar que iremos encontrar uma pessoa com os seus próprios medos – quem os não têm? – e é questão de nos adaptarmos a eles. <br /><br />O Não Se Aplica é que me deixa confundido! Como é um Não se aplica? Se for alguém transsexual, em que seja evidente o género anterior a que pertencia, tudo bem, não se aplica pois a visualização da pessoa em si deixa perceber a sua diferença, agora, naqueles que se auto intitulam um homem masculino e depois põem um Não se aplica põe-me à nora.<br /><br />O Assumido é, no entanto, o que menos desvenda. Uns dizem que para serem assumidos basta assumirem-se para si próprios. Noutros, só sabem um ou dois amigos. Outros “toda” a gente sabe, e nestes há aqueles que: a) “nós não apareçamos no trabalho porque lá não sabem”; os que: b) “toda a gente sabe mas a família não pode saber”; os que c) juntam os dois: nem a família nem os colegas sabem, no que eu me questiono quem é o toda a gente? - Algumas vezes descubro que são as pessoas que frequentam as mesmas discotecas gays!; E os que, me baralham ainda mais: d) porque tirando o toda a gente, quem não sabe é a namorada ou, nalguns casos, a mulher! Portanto, como se vê, cada um define a assumpção à sua própria imagem. Por fim há os que são assumidos, como eu, porque não escondem a sua vida privada e fazem esclarecimentos nas escolas sobre homossexualidade, dão entrevistas, vão às paradas, etc. Ora, para os primeiros, estes, muitas vezes, não são assumidos: são propagandistas incómodos, exibicionistas, presunçosos, que acham que é fácil assumir-se e que toda a gente deveria ser como eles.<br /><br />Resumindo, quando leio esta característica fico sempre na mesma! Um não assumido pode ser mais assumido do que um assumido, e um não se aplica é um mistério da natureza que ainda terei de desvendar!</em>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1128102286936564412005-09-30T18:40:00.000+01:002005-09-30T18:47:25.156+01:00Like a prayer - um olhar introdutório sobre um percurso<strong> Defendi hoje a 'tese' que deu origem a este blog (que continuará!).que significou o fim da licenciatura e obteve, o trabalho, a nota de 18 valores.<br />Aqui vai parte da introdução do trabalho!</strong><br /><br /><br /><em>É uma ameaça encontrar-te à esquina das ruas… as ruas da cidade de amo.<br />É nessas ruas que me situo, que me encontro, que me passeio, que me apaixono. <br />São essas ruas que percorro nesta tarde de Outono… <br />Procuro nelas um sentido perdido para as horas que passam!<br />Penso que nos próximos meses olharei para esta cidade com um olhar mais curiosos sobre um mundo que me rodeia e que conheço bem: as sociabilidades urbanas dos, e das, homossexuais residentes na cidade.<br />Pensativo, decido olhar “as esquinas da imunda cidade que amo”, decido caminhar pelas ruas, praças e espaços públicos da cidade próximo de mim… <br />A minha cidade… cidade que construo nos meus sonhos, que sinto nas minhas pernas, que sinto no meu corpo... que me apaixona nas suas esquinas... essa cidade…<br />Passeio nela e passeio-me em mim! <br />Encontro as ruas e encontro-me nelas… <br />Escrevo sobre elas e escrevo sobre mim…</em><br />(caderno de campo 01/10/05)<br /><br />Foi assim que começou no meu ‘caderno de campo’. Movia-me, naquele momento uma vontade férrea de investigar em Coimbra, os espaços das vivências homossexuais. Sabia da existência de uma profícua reflexão teórica e metodológica na geografia humana em torno das sexualidades. E sabia também da inexistência de uma prática de investigação, em Portugal, no campo disciplinar da ‘geografia das sexualidades’, que me impelia a realizar um estudo exploratório sobre vivências e sociabilidades (homo)sexuais na cidade de Coimbra.<br /><br />Este trabalho corresponde ao relatório de Seminário de Geografia Humana, orientado pela Professora Doutora Fernanda Delgado Cravidão, tematicamente centrado nas (inter)relações entre território e população. É pois no quadro de um territorialização de um fenómeno social que me decidi a levar a cabo esta tarefa de iniciação científica.<br /><br />Como ponto de partida, estava a necessidade de (re)conhecer os modos de sociabilidades, vivência e percepção do espaço urbano da ‘comunidade’ lésbica, gay e bissexual de Coimbra. Sentia por isso a necessidade de que fosse reconhecida a existência no espaço urbano – público e privado – desta franja da população. Mas para isso era necessário conhecer a mesma. Era necessária a construção de um conhecimento sobre essa comunidade, que a tornasse visível, não apenas em termos sociais mas também académicos.<br /><br />Era igualmente essencial que este processo de investigação respondesse a diferentes questões relacionadas com a espacialidade urbana desta comunidade, nomeadamente:<br />- Como é que a ‘cidade’ limita as sociabilidades homossexuais em espaço público e semi-público?<br />- Qual é a importância das redes de amizades entre homossexuais na estruturação social e espacial da comunidade?<br />- Porque é que a “comunidade” homossexual da cidade, tende a encontrar-se em determinados espaços das cidade e a apropriar-se deles de molde a construir espaços de visibilidade?<br />- Como é que estes determinados locais funcionam como espaços de segurança e visibilidade e, apesar de não serem marcadamente “espaços gays”, foram, e são, apropriados pela “comunidade”?<br /><br />Esta tarefa foi abraçada por mim com afinco e o relatório que agora apresento é um fruto, - modesto e inacabado- , deste percurso. Por isso estes textos limitam-se a ser um juntar de algumas peças de um puzzle que está longe de ser resolvido, constituindo-se como num ensaio exploratório de algumas ideias que espero desenvolver posteriormente.<br /><br />O trabalho está organizado em três volumes. Estes três volumes ‘poderiam’ ser lidos separadamente e, talvez eles nos dessem diferentes olhares, mais ou menos incompletos, do mundo da (homo)sexualidade em Coimbra. São na realidade caminhos diferenciados para construção de um conhecimento geográfico, social e cultural das vivências na cidade de Coimbra da ‘comunidade’ lésbica, gay e bissexual.<br />O primeiro, possuiu além desta introdução e da conclusão três capítulos a enquadrar teoricamente o percurso científico, agora começado, e outros dois em que apresentarei algumas conclusões a partir da recolha e tratamento de dados. <br />Todos estes capítulos, exceptuando a bibliografia, são titulados com o nome de uma música, escolhida por mim, por fazerem parte do ‘imaginário simbólico’ das vivências homossexuais contemporâneas, homenageando e criando memória de uma ‘cultura’ cujo registo histórico está, no caso português, por fazer (Cascais, 2004-a). <br />O primeiro capitulo, intitulado 1<em>. Strangelove - feminismos, conhecimentos e (homo)sexualidades</em>, parte de um princípio teórico feminista, nomeadamente o desenvolvimento da reflexividade e da teorização do conhecimento situado. Neste capitulo, defendemos igualmente, a possibilidade deste estudo funcionar como um testemunho articulado pois pretendi dar ‘espaço’ aos modelos de percepção e discursividade sobre a cidade de Coimbra da população lésbica, gay e bissexual da cidade, utilizando para isso metodologias, como a observação participante, a entrevista e o mapa mental, que reforçam a participação e expressão dos meus estudados.<br />No segundo capítulo, de seu titulo <em>2. Strong Enough - geografia social e cultural e geografias das sexualidades </em>parto da revisão crítica de alguns dos estudos realizados em torno da teorização contemporânea da geografia social e da geografia cultural, e da investigação geográfica sobre estudos gays e lésbicos com o objectivo reflectir sobre a existência de um sub-campo (inter)disciplinar dedicada à temática das geografias sociais e culturais das (homo)sexualidades.<br /><em>3.Waterloo - geografia, metodologias qualitativas e etnografia</em>, é o titulo do terceiro capítulo que inicia-se num processo de reflexão me fez repensar as estratégias e metodologias de investigação usadas por mim nos capítulos posteriores, em especial: a Geografia entre o qualitativo e o quantitativo, metodologias qualitativas em Geografia, Etnografia e Geografia, Fontes e População, Cartografia Mental, Observação Participante e Trabalho Etnográfico e Entrevista.<br />O quarto capítulo - <em>4. This is my life - “comunidade”, sociabilidades e vivências urbanas</em> – é o ‘espaço escrito’ em que analiso os modos de sociabilidade e vivência urbana da ‘comunidade’ lésbica, gay e bissexual da cidade, bem como algumas questões relacionadas com hábitos de consumo e lazer desta ‘comunidade’. Esta análise da construção social e espacial da cidade de Coimbra é cogitada a partir dos discursos e práticas das lésbicas, gays e bissexuais que acompanhei no ‘trabalho de campo’, e que se constituíram como ‘vozes da construção deste conhecimento geográfico.<br />Por fim, no último capítulo, intitulado <em>5. I will survive - a cidade percepcionada e os espaços vividos</em> faço uma análise dos modelos de percepção geográfica do espaço urbano por parte dos inquiridos através do mapa mental, e apresento uma possível sistematização de algumas das características do espaços percepcionado da ‘comunidade’ lésbica, gay e bissexual.<br /><br />O segundo volume apresenta o meu ‘caderno de campo’ durante o trabalho de investigação etnográfico. Contém, por isso, entradas sobre temas diversificados em torno do tema deste trabalho e, em especial, todo o conteúdo do ‘web blog/diário de campo’ que criei, e que favoreceu uma maior interacção com os meus informantes. <br /> <br />Por fim, o terceiro volume corresponde à apresentação de todos os mapas mentais realizados no inquérito, e a sua correspondente grelha de análise; e as dez entrevistas realizadas junto de alguns dos nossos informantes e, deste modo, reforçamos a voz dos mesmos na sua plenitude.paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1123678980172310712005-08-10T14:02:00.000+01:002005-08-10T14:04:13.340+01:00adeus... até breve<em><strong>Ontem tive saudades dos meses de trabalho de campo e de observação participante. Por isso convidei o Miguel R., o Zé Luís e o Afonso para um jantar lá em casa…<br /><br />Preparada a “pasta” o jantar correu animado com as histórias de sempre… a boa disposição do casalinho e a o riso do Miguel fazem-me bem… <br />Preciso desta boa disposição para sobreviver aos dias de escrita…<br /> <br />Terminado o jantar fomos até ao Quebra Costas que como habitual no Verão tinha fados… o local estava cheio de turistas… o fado corria as ruas e enchia o silencio das ruas da alta da cidade…</strong></em><br /><br /><img src="http://www.seccaodefado.com/modules/coppermine/albums/userpics/10002/normal_serenatasevelha_.jpg"><br /><br /><strong><em>Enquanto os meus observados conversavam animados dentro do bar… eu resolvi ouvir o fado! Senado num canto junto à porta do Quebra olhei para a Rua de Sobre-Ripas, para os seus candeeiros, para a minha antiga casa… <br />Voei… sonhei com a “minha cidade”, essa aeminiumqueer… sonhei com os olhares abichanados da cidade… desta cidade que amo… <br /><br />Hoje sei que o meu trabalho de campo nesta fase terminou… e talvez ontem tenha sido exactamente o tempo desse fim… <br />Entretanto escrevo sobre essa cidade que fui (re)descobrindo ao longo deste ano… escrevo sobre os olhares, os discursos dos homossexuais desta cidade e apaixonado por ela… sinto-me feliz…<br /><br />Até breve… voltarei um dia!</em></strong>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1123452655528037672005-08-07T23:09:00.000+01:002005-08-07T23:10:55.536+01:00o vazio das ruas<strong>Sinto que neste momento a minha cidade – aeminiumqueer – está vazia… saíram todos ninguém está cá e eu sinto que esse vazio da minha cidade me está pouco a pouco a afectar a mim também… </strong><br /><br /><img src="http://www.photoblog.be/carmen/images/001/379/1379611.jpg"><br /><strong><br />As ruas vazias, sem som, sem pessoas soam a estranho… soam a “não-cidade”<br />Escrevo… tenho escrito… muito…. mas sinto o vazio da cidade… <br />Coimbra é um vazio!</strong>paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1122621344669634752005-07-29T08:11:00.000+01:002005-07-29T08:15:44.676+01:00homoruralO trabalho de que nasceu este blog é sobre vivências homossexuais em espaço urbano…mas as questões da espacialização das questões relacionadas com a homossexualidade interessam-me noutras perspectivas…<br />Por isso e no âmbito da intervenção da não te prives nasceu em 2004 o projecto O projecto “Homossexualidade em Espaço Rural - Conhecer para Agir” <br /><br />Este é um projecto de investigação/acção promovido pela <a href="http://www.naoteprives.org">não te prives </a>- Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais e pelo portal <a href="http://portugalgay.pt/">PortugalGay.PT</a> e que tem como objectivo conhecer as condições de sociabilidade da população LGBT portuguesa que vive em espaços rurais.<br /><br />O <a href="http://portugalgay.pt/inquerito/">inquérito</a> deste trabalho estará on line até domingo… por isso até lá e preencham o questionário…paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1122547285676745642005-07-28T11:40:00.000+01:002005-07-28T11:41:25.683+01:00Uma noite final...Ontem terei terminado o meu trabalho de campo...<br />E terminei com um conjunto de situações que não só enriqueceram interessantemente o meu trabalho, mas também porque me fez pensar nos momentos que ao longo deste ano funcionaram como espaços de capacitação e de trabalho etnográfico.<br /><br />O minha noite começou assim com um jantar de “despedida” de uma das minhas informantes que vai voltar para a terra natal. O jantar realizado numa dos restaurantes da alta, foi divertido. Éramos umas quinze pessoas, na sua maioria amigos da “moçoila”. Como comentei com o Silvio, aquele jantar junto o maior número de lésbicas se que me recordo em Coimbra, e foi um espaço animado onde a maioria das pessoas presentes se divertiu. <br />Pelo tipo de sociabilidade que a população lésbica tem, ao longo deste ano não foram muitas as situações em que tive oportunidade de ver um ajuntamento assim. Mais tenho a sensação que um dos riscos do meu trabalho passa por esse “ausência” de referências às vivências lésbicas.<br /><br />Interessantemente este derradeiro dia de trabalho de campo talvez tenha trazido algo de novo neste aspecto. Isto porque terminado o jantar fomos beber copos ao Quebra Costas, e a de novo olhei para a Esplanada e vi um número de lésbica pouco habitual naquele espaço. Vários casais estavam por ali numa de namoro, calmas e tranquilas, com alguns gestos de carinho (mais ou menos óbvios) e olhares apaixonados. Animado comentei isso com alguns e algumas das minhas informantes presentes que se riram com o meu espanto.<br />Bebi... e recordei que talvez esta fosse a última vez que iria a este espaço com aquela intenção...<br /><br />Depois... resolvi “ir ao chá”...<br />Conseguida a boleia com um amigo... dirigimo-nos para a Ponte Açude e a partir de aí a animação não mais parou... estavam dezenas de carros a circular no novo chá – agora deslocado para a área junto Bencanta – e como me foi referido por um dos meus informantes que por lá encontrei as ultimas noites tem sido muito animadas. <br />Recordei então as mudanças que se deram nos últimos tempos no “chá” e o modo como o espaço se está reconstruindo como espaços de encontro e sociabilidade para parte da comunidade gay da cidade.paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.com