tag:blogger.com,1999:blog-9127787.post-1128855113553729602005-10-09T11:51:00.000+01:002005-10-09T11:51:53.566+01:00trilhos...Na ressaca destes tempos de trabalho sinto que um vazio se foi pouco a pouco apoderando de mim. Ou talvez, seja apenas um olhar triste sobre a falta de um objectivo para já. Um objectivo óbvio...<br /><br />Nos tropeços do meu quotidiano de onde menos seria esperado surge uma qualquer frase ou páginas que leva a espacializar o meu quadro vivencial.<br />Habitualmente leio bastante... gosto de ler, de olhar para a página e encantar-me com sons, com os grafos, mas acima de tudo com as ideias...<br /><br />Hoje tropecei numa dessas frases provocadoras no livro ‘o canto nómada’ de Bruce Chatwin:<br /><em>“Era verdade que os aborígenes não podiam imaginar um território como um bloco de terras delimitadas por fronteiras, mas sim como uma rede emaranhada de ‘trilhos’ ou ‘passagens’.<br />- Todas as nossas palavras para ‘região’ são as mesmas que para ‘trilho’.”</em><br />(Chatwin, 1987:73)<br /><br />E assim, talvez, também nós somos capazes de construir os nossos territórios a partir dos ‘trilhos’ dos nossos quotidianos. Assim vamos construindo aquilo que desejamos e que consideramos essencial na construção das nossas vivências...paulo jorgehttp://www.blogger.com/profile/16382536445093301281noreply@blogger.com